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- O comércio bilateral entre Brasil e Estados Unidos superou a marca de US$ 35 bilhões em 2005, com superávit favorável ao Brasil da ordem de US$ 9,8 bilhões. Em 5 anos, a corrente de comércio cresceu 35%, mantendo os Estados Unidos como o principal parceiro comercial do Brasil.
- No ano de 2005, o Brasil exportou para os EUA o valor de US$ 22 bilhões, com crescimento de 12,1% em relação ao ano anterior.
- Foram exportados para os Estados Unidos 3.975 produtos diferentes, com especial destaque para ferro fundido (5,9% do total), aviões, telefones celulares, petróleo em bruto e derivados, calçados, café, ouro, celulose, granitos, produtos derivados de ferro/aço, madeiras, benzeno, automóveis, partes e peças para veículos. Relativamente a outros parceiros comerciais, a pauta para os Estados Unidos apresenta o melhor perfil qualitativo, com maior diversificação de produtos e maior participação de produtos industrializados.
- Os principais produtos importados foram turborreatores, partes para aeronaves, hulhas, petróleo em bruto, locomitivas, fertilizantes, produtos químicos, medicamentos, máquinas e equipamentos, celulose, etc. Cerca de 6.500 itens foram importados dos Estados Unidos em 2005.
- Minas Gerais é o 2º principal estado nas exportações para os Estados Unidos e o 3º principal nas importações. Em 2005, o Estado exportou US$ 2,4 bilhões (10,7% do total nacional) e importou US$ 768 bilhões, equivalente a 6,1% do total nacional.
- O comércio bilateral Minas Gerais - Estados Unidos cresceu 80% no período 2000-2005, mais do que o dobro do ritmo de crescimento do comércio com o Brasil. Como principal mercado destino das exportações mineiras, os Estados Unidos foram responsáveis por 18% do total exportado em 2005.
- Em 2006, o ritmo de expansão das vendas tem se mantido elevado, apesar da situação cambial desfavorável. Até setembro, o valor exportado acumulado já foi superior ao de 2005, fruto de um ritmo de crescimento de 21,3%, bastante próximo aos 23,7% verificados em 2005.
- A pauta de exportações mineira para os Estados Unidos é a mais diversificada dentre todos os parceiros comerciais, com um total de 924 produtos, com destaque para café, minério de ferro, ferro fundido, outros produtos de ferro e aço, silícios, bauxita, zinco, ouro, automóveis, partes para veículos, produtos têxteis e confecções, pedras preciosas.
- A pauta importadora também é a mais diversificada, com a importação de 2.154 itens, com destaque para hulhas, locomotivas, dumpers, compostos heterocíclicos, pás carregadoras e produtos químicos, que respondem por mais de 50% do valor total.
- Também são crescentes as exportações de serviços para os Estados Unidos, como os de engenharia (p.e. MRV Engenharia), consultoria (p.e. INDG), software, serviços de call-center, dentre outros.
- Pelo lado do investimento, as recentes inversões da Google em Minas Gerais e da MRV Engenharia na Flórida, indicam o contínuo revigoramento dos fluxos de negócios entre os dois territórios. E, mais recentemente, o interesse norte-americano por investir no Estado nos setores aeronáutico e semi-condutores, indica que esses fluxos poderão se ampliar ainda mais.
- Com relação às negociações comerciais, a melhoria do acesso ao mercado norte-americano poderá se dar tanto pelo avanço das negociações multilaterais (Rodada Doha), quanto pelo avanço de negociações bilaterais ou mesmo da ALCA. Setores em que o Estado tem vantagem competitiva, como siderúrgico e açúcar, poderão se beneficiar, mesmo com pequenos avanços.



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