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Com 264 mil quilômetros de extensão, Minas possui a maior malha rodoviária do Brasil, além de uma extensa rede de ferrovias (5.550 km de linhas férreas).
Esse complexo rodoferroviário garante o acesso dos principais produtos mineiros aos portos marítimos de Santos, Sepetiba, Rio de Janeiro e Vitória. Grandes empresas de logística operam no estado, que é um ponto de convergência das ferrovias e rodovias que ligam o sul ao norte do Brasil.
O Aeroporto Internacional Tancredo Neves, localizado na região metropolitana de Belo Horizonte, um dos mais modernos do Brasil, oferece espaço e condições especiais para a instalação de dezenas de empresas exportadoras, importadoras e distribuidoras, principalmente com o conceito de aeroporto industrial. Soma-se a isso o novo tratamento fiscal que o Estado assegura às empresas que ali se instalarem. Existem também Portos Secos em cinco cidades no interior de Minas, para facilitar o desembaraço de mercadorias.
Além disso, o Estado conta com 82 aeroportos domésticos capacitados para receber aeronaves de pequeno porte. E em Belo Horizonte, a capital e maior cidade de Minas, encontra-se em fase de expansão um moderno sistema de trem metropolitano de superfície.
Novos investimentos exigem infra-estrutura diversificada e competitiva. Minas Gerais é bem provida desses recursos e localiza-se estrategicamente no coração do maior mercado consumidor brasileiro.
O Estado é a principal interseção rodoviária e ferroviária do País. Portanto, apesar de não ser banhado pelo mar, liga-se facilmente aos três principais portos brasileiros: Rio de Janeiro, Vitória e Santos. São 249.169 Km de estradas, dos quais 22.860 Km são pavimentados, e uma malha ferroviária moderna e eficiente.
A logística de Minas dispõe de cinco estações aduaneiras no interior, do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, além de vários outros aeroportos com pistas pavimentadas, permitindo rápido acesso aos mercados nacional e internacional.
Rodovias
A malha rodoviária estadual é a mais extensa do Brasil, com 22.860 km de estradas pavimentadas e 249.169 km de não-pavimentadas. Belo Horizonte situa-se no entroncamento de grandes rodovias estaduais e federais, o que permite uma grande integração de Minas com os principais centros urbanos brasileiros. Também estão instaladas no Estado grandes companhias que oferecem serviços regulares de transporte, com eficiência e a preços competitivos. O transporte rodoviário atende à maior parte da movimentação de cargas e passageiros no País. As principais rodovias que cortam o Estado são:
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RODOVIA FERNÃO DIAS (BR-381)
Importante via de acesso aos principais mercados do País, a BR-381 é o principal elo entre os pólos industriais das regiões metropolitanas de Belo Horizonte e São Paulo, capitais dos estados brasileiros que respondem por cerca de 43% do PIB nacional.
Por se tratar de um importante eixo de transporte, que atende tanto a fluxos inter-regionais de cargas para abastecimento interno quanto para exportação de produtos através do Porto de Santos ou por vias internas em direção aos demais países do Mercosul, a Rodovia Fernão Dias vem recebendo especial atenção não só dos estados de Minas Gerais e São Paulo como também do Governo Federal.
Ao longo dessa rodovia, encontram-se diversos municípios de médio porte, com excelente infra-estrutura urbana. Entre eles, destacam-se as cidades de Lavras, Varginha, Três Corações, Santa Rita do Sapucaí, Pouso Alegre e Extrema.
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RODOVIA BELO HORIZONTE - SETE LAGOAS (BR-040)
Mais que um simples eixo viário, a BR-040, com pista dupla até Sete Lagoas, opera nesse trecho fundamentalmente para abastecer e escoar a produção do complexo de indústrias de ferro gusa instaladas na região e para atender às plantas industriais da Iveco-Fiat e da Elma-Chips, dentre outras.
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TRECHO BELO HORIZONTE - VALE DO AÇO (BR-381/BR-262)
A ligação rodoviária entre a RMBH e o Vale do Aço é estratégica ao permitir a constituição de um grande eixo de integração das economias dessas regiões com as de São Paulo e do Sul de Minas. A articulação desse trecho permite o fortalecimento da especialização produtiva regional quanto à complementação e expansão do parque fabril ali existente. Além disso, facilita o acesso ao complexo portuário de Vitória, no Espírito Santo, e, consequentemente, o fluxo de importação/ exportação.
Ao longo dessa rodovia localizam-se importantes cidades como Governador Valadares, Ipatinga e João Monlevade e também, o maior pólo siderúrgico da América Latina, onde se destacam as empresas Usiminas, Acesita e Belgo-Mineira. Outra importante companhia situada nessa área é a Cenibra, uma das maiores empresas produtoras de celulose do Brasil.
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BELO HORIZONTE/ RIO DE JANEIRO (BR-040)
O trecho da BR-040 entre o Rio de Janeiro e Belo Horizonte atravessa algumas das áreas industrializadas mais antigas do Estado, a Zona da Mata e o Campo das Vertentes.
Na Zona da Mata, que tem como pólo principal o município de Juiz de Fora, destacam-se empresas agroindustriais, moveleiras, metalúrgicas, cimenteiras, têxteis e produtoras de papel e papelão.
Essa Região dispõe ainda, de todos os requisitos para a implantação de indústrias de alta tecnologia porque conta com boas universidades e institutos de pesquisas. Dentre as instituições de ensino superior destacam-se a Universidade Federal de Viçosa (www.ufv.br) e a Universidade Federal de Juiz de Fora (www.ufjf.br). Além disso, a Zona da Mata possui localização privilegiada, com fácil acesso aos mercados doméstico e internacional, e conta com o gás natural da Bacia de Campos.
A Região do Campo das Vertentes possui importantes empresas têxteis e metalúrgicas e os principais pólos industriais são: São João Del Rei, Barbacena, Conselheiro Lafaiete e Ouro Branco. Algumas cidades dessa área destacam-se também pelo seu grande potencial turístico como São João Del Rei, Tiradentes e Congonhas do Campo devido ao rico patrimônio arquitetônico de destaque mundial.
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BELO HORIZONTE/ TRIÂNGULO MINEIRO (BR-262)
A região do Triângulo Mineiro é propícia especialmente àqueles projetos que visam abastecer o mercado brasileiro como um todo.
Considerando-se a expansão da agroindústria brasileira, essa rodovia está estrategicamente localizada, por ser um dos principais acessos à Região Centro-Oeste do País. Atualmente, essa Região consolidou-se como a maior produtora de grãos e de algodão do Brasil.
As indústrias mais expressivas estabelecidas nessa área relacionam-se a minerais metálicos e não-metálicos, produtos alimentícios e químicos, têxteis e fertilizantes.
Devido em grande parte a posição geográfica privilegiada, o Triângulo é também um dos principais centros de comércio atacadista do Brasil, sediando diversas grandes empresas que atuam nesse setor.
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BELO HORIZONTE/ MONTES CLAROS (BR-135)
O norte do Estado conta com dois pólos de desenvolvimento localizados nas cidades de Montes Claros e Pirapora, onde já se implantaram indústrias têxteis, mecânicas, de ferroligas e de processamento de frutas e vegetais.
Conta ainda, com grandes potencialidades como os projetos de irrigação do Jaíba e Gorutuba que favorecem a implantação de um significativo parque agroindustrial na região. Outras áreas a serem melhor aproveitadas são: processamento da madeira, produção de frutas tropicais, confecções e turismo.
Um diferencial do Norte e do Nordeste de Minas em relação às demais regiões do Estado é que essas áreas podem contar com os benefícios da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste do Brasil (SUDENE).
Ferrovias
O Brasil tem 29.798 quilômetros de linhas ferroviárias. Desse total, 5.329 quilômetros (17,8% do total brasileiro) estão em Minas Gerais.
As ferrovias mineiras estão sob administração das seguintes empresas:
Ferrovia Centro Atlântica S.A (www.fcasa.com.br) - Possui 7.080 Km de linhas férreas sendo que 3.800 Km em Minas Gerais. Administra a maior malha ferroviária brasileira e mineira. Transporta anualmente mais de 20 milhões de toneladas de mercadorias entre as Regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil.
MRS Logística S.A (www.mrs.com.br) - Com extensão total de 1.674 Km, dos quais 797 KM localizados em território mineiro, a malha da MRS interliga as regiões metropolitanas de Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro. Por ela também é possível alcançar os portos de Sepetiba e Santos, o mais importante da América Latina. Transporta mais de 100 milhões de toneladas/ano.
Ferrovias Bandeirantes S.A (http://www.assef.com.br/ferroban.htm) - Possui uma malha com extensão total de 4.236 km, sendo que apenas 45 KM estão em Minas Gerais. Apesar de pequeno, o ramal mineiro da Ferroban é muito importante porque atende partes do Triângulo e Sul de Minas e interliga essas áreas a megalópole paulista e ao porto de Santos.
Estrada de Ferro Vitória-Minas - Com 666 KM de linhas situadas em Minas Gerais e possuindo uma extensão total de 905 Km, essa ferrovia, pertencente à Companhia Vale do Rio Doce (www.cvrd.com.br), interliga a Região Metropolitana de Belo Horizonte ao complexo portuário do Estado do Espírito Santo que é constituído pelo superporto de Tubarão e outros menores localizados na baía de Vitória. É considerada a mais eficiente ferrovia do Brasil.
Companhia Brasileira de Trens Urbanos - Ferrovia urbana com apenas 21 Km de extensão destinada ao transporte de passageiros na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Transporte aéreo
A infra-estrutura aeroportuária do Estado é formada por 66 aeroportos pavimentados.
O principal aeroporto de Minas Gerais é o Aeroporto Internacional Tancredo Neves. Localizado no município de Confins, a 30 km da capital Belo Horizonte, recebeu cerca de 4 milhões de passageiros em 2006. O Aeroporto Internacional Tancredo Neves é o primeiro aeroporto industrial do Brasil, oferecendo espaço e condições especiais para a instalação de empresas exportadoras, importadoras e de logística.
Algumas empresas já operam nesse novo espaço como: o centro de manutenção de aeronaves da Gol Linhas Aéreas, a Clamper (fabricante de dispositivos de proteção contra oscilação de corrente elétrica), a Maxtrack (rastreamento de veículos em tempo real) e a VMI (raio X de segurança em aeroportos e bancos e equipamentos médicos).
A capital mineira possui ainda outros dois aeroportos: Pampulha, destinado à aviação regional, e Carlos Prates.
No interior do Estado, cidades como Montes Claros, Uberaba, Uberlândia, Diamantina, Ipatinga, Poços de Caldas e Juiz de Fora contam com aeroportos e linhas regulares de transporte aéreo.
Hidrovias
Apesar de pouco utilizado, o sistema de hidrovias vem ganhando espaço tanto no País, quanto em Minas Gerais.
Os portos fluviais de Iturama (rio Grande) e Santa Vitória (rio Paranaíba), no Triângulo Mineiro, e de Pirapora (rio São Francisco) podem se tornar opção para o escoamento da produção de uma vasta região, fazendo com que os produtos cheguem aos países do Mercado Comum do Sul (Mercosul) e mesmo a outras regiões.
Portos Secos
Portos secos ou Estações Aduaneiras do Interior (EADIs) constituem importante meio para o escoamento da produção, sobretudo em economias globalizadas. Elas encurtam distâncias, reduzem custos de transportes e facilitam operações fiscais de comércio exterior, além de desafogar os portos, racionalizando as cargas e descargas de produtos e suprindo deficiências de armazenamento. Minas Gerais está bem posicionada nesse contexto, pois conta com cinco portos secos, sendo um em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte (EADI-Grambel) e outros quatro instalados em Juiz de Fora, Varginha, Uberlândia e Uberaba.
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Algumas das maiores usinas hidrelétricas do Brasil estão em Minas, que detém 17% da capacidade de geração de energia do Pais, e os grandes lagos formados pelas barragens representam um imenso potencial de aproveitamento turístico.
Atuam no Estado empresas energéticas de padrão mundial, a CEMIG e a Cataguases-Leopoldina, que nos últimos dez anos foram responsáveis pelo aumento de 40% na capacidade de geração.
Um gasoduto industrial liga a Bacia Petrolífera de Campos, no Rio de Janeiro, à Região Central de Minas, abastecendo os pólos industriais da Zona da Mata e as indústrias de grande porte, concentradas na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
O Estado tem grandes reservas florestais de eucaliptos e pinus, disponíveis para a produção de carvão e outros aproveitamentos ( celulose, móveis, construção civil, etc. ).
Gás Natural
Um acordo firmado em 2004 entre a Cemig e a Petrobras está ampliando o fornecimento de gás natural para as empresas instaladas em Minas Gerais.
O acordo permitiu a entrada da empresa federal no capital da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig). Essa associação está viabilizando o aumento da oferta de gás natural e criando uma alternativa energética para as empresas.
Em cinco anos, a Gasmig prevê aumentar a oferta de gás natural do atual volume de 1,9 milhão para 4,5 milhões de metros cúbicos diários. Até 2026, a previsão é que a distribuição alcance, diariamente, 10 milhões de metros cúbicos.
O programa de expansão da oferta de gás natural permite a atração de empresas para o Estado e a geração de empregos, pois o gás natural tem custo mais competitivo em relação aos demais combustíveis e ainda é menos poluente.
Energia elétrica
A infra-estrutura de energia elétrica de Minas Gerais vem sendo dimensionada para atender às crescentes demandas da sociedade. Em 2005, a capacidade instalada de geração em Minas Gerais alcançou 12.943 MW, representando cerca de 14% do total do País.
A principal concessionária de energia elétrica do Estado é a Companhia Energética de Minas Gerais S/A (www.cemig.com.br), cuja área de concessão abrange 774 dos 853 municípios mineiros. Estão ligados ao seu sistema 5.415 localidades e mais de 5 milhões de consumidores. Sua rede de distribuição é a maior da América Latina. O sistema de transmissão e subtransmissão, com tensões variando entre 34,5 kV e 500 kV, possui 21.120 km de extensão, 424 subestações, com capacidade de transformação de 28.757 MVA.
Também atuam no mercado mineiro outras quatro distribuidoras de eletricidade, que atendem aos 79 municípios restantes. A principal delas é a Companhia Força e Luz Cataguases-Leopoldina (www.cflcl.com.br), responsável pelo atendimento a 67 municípios da Zona da Mata e a mais de 270 mil consumidores.
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Minas vem sendo há muitos anos uma referência nacional, em matéria de qualidade dos seus serviços de telecomunicação.
Atuando num mercado altamente competitivo, operadoras nacionais e internacionais ( Embratel, intelig, Algar, Vésper, Telemig Celular, Tim, Oi ) mantêm 4 milhões de linhas fixas e 2,7 milhões de linhas móveis.
Alem disso, links de fibra óptica unem entre si as principais cidades de Minas, e a cidade de Belo Horizonte com a rede de Internet de alta velocidade
Telecomunicações
O serviço de telecomunicações de Minas Gerais atende às mais exigentes demandas da comunidade de negócios. Soluções integradas e customizadas, alta confiabilidade, atualização tecnológica e gerência integrada de rede atribuem ao Estado um importante diferencial em termos de infra-estrutura de telecomunicações para investidores e empreendedores de qualquer porte.
Minas Gerais é atendido por duas concessionárias principais de telefonia fixa - Telemar (www.telemar.com.br) e CTBC Telecom (www.ctbctelecom.com.br). Em 2005, o total de terminais fixos instalados no Estado ficou próximo de 4,2 milhões.
As operadoras de telefonia fixa de Minas Gerais estão interconectadas à Embratel (www.embratel.com.br) e à Intelig (www.intelig.com.br) para operações interestaduais e internacionais.
Além dessas, operam ainda no Estado as empresas TIM (www.tim.com.br), Vivo (www.vivo.com.br), CTBC Telecom (www.ctbctelecom.com.br), Oi (www.oi.com.br) e Claro (www.claro.com.br) nos serviços de telefonia móvel. A cobertura desse tipo de serviço de telecomunicação abrange uma área onde vivem mais de 75% dos mineiros, além de cobrir também as principais rodovias que cortam o estado como a Fernão Dias, a BH-Rio de Janeiro, BH-Sete Lagoas e BH Governador Valadares. Em 2005 foi atingida uma estrutura com 8,8 milhões de linhas móveis, com capacidade e tecnologia para aumentar a oferta de acordo com a expansão da demanda.
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A qualidade do ensino em Minas Gerais foi reconhecida pelo próprio Unicef, e na área de educação básica o Estado abriga uma rede de 15.945 escolas.
A rede de universidades é a maior do País e, devido ao grande número de estrangeiros que trabalham nos indústrias locais, há muitas escolas com orientação européia e norte-americana.
O sistema FIEMG - Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais -, que reúne o empresariado industrial de Minas, mantém 150 escolas e centros de tecnologia, para o treinamento de mão-de-obra industrial de alto nível, atendendo às demandas de empresas de todos os setores.
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