Conheça alguns casos de sucesso de empresas mineiras que acreditaram poder mais, levando nossos produtos e serviços pelo mundo.
Em 2007, Minas Gerais bateu recordes históricos no comércio exterior.
Além do crescente valor exportado, houve ainda uma maior diversificação da pauta. Produtos mineiros nunca exportados ganharam o mundo. Destinos tidos como não prioritários passaram a consumir e apreciar a qualidade do produto mineiro. Empresas de pequeno e médio porte tiveram papel fundamental nesta evolução.
Das jóias à base de sementes do senhor Nelson Abuid à alta costura da Mabel Magalhães. Da cachaça de Nova União aos móveis de Rodeiro. Dos ovos de Nepomuceno aos softwares de Belo Horizonte.
Conheça agora algumas dessas empresas que, apesar da valorização cambial e da crescente concorrência dos países asiáticos, acreditaram poder mais.
A Altivo Pedras foi fundada em 1985. É uma empresa que trabalha com mineração, beneficiamento e exportação de ardósia e quartzito.
Instalada no principal pólo de extração de ardósia do Brasil, a empresa possui jazida própria, de onde é extraída ardósia preta, produto com qualidade acima da concorrência.
Exportar não é mais um negócio de oportunidades, mas uma atividade permanente para a empresa. A partir de 1990, através de contatos pessoais e visitas, a Altivo Pedras conquistou gradualmente novos mercados e hoje exporta por via marítima para os mais exigentes mercados internacionais. Em 2007 foram exportadas três mil toneladas por mês com um crescimento de 20% em relação ao ano anterior. O próximo passo é ampliar as exportações de pisos de ardósia para os Estados Unidos.
Há 40 anos, o Aviário Santo Antônio Ltda., uma das dez maiores granjas de postura do Brasil, comercializa os ovos "ASA", reconhecidos em mercados do Sudeste como de alta qualidade.
Em agosto de 2007, e contando com os serviços de uma Trading company, o ASA iniciou exportações de ovos in natura para os Emirados Árabes Unidos, que foram seguidas de rápidas aberturas de mercado para também Omã e Catar.
Produzidos em Nepomuceno e Lavras, Região Sul, os ovos são embarcados no porto de Santos, com transporte refrigerado.
Além da ampliação das exportações de ovos in natura, que chegaram a 25% da produção, as perspectivas para 2008 incluem o início das operações de uma fábrica de ovos em pó, fruto de joint-venture com a empresa européia Belovo, líder mundial em biotecnologia de ovos.
A maior parte da produção desta fábrica será exportada e permitirá abertura de novos mercados para a empresa.
A ASK do Brasil exporta equipamentos de som automotivo para a Itália, principalmente tweeters para veículos como os Mercedes Benz Classe A e Vito, Fiat Punto e Peugeot 206; e antenas para as montadoras Volkswagen e Fiat. As exportações, que chegam a 18% do total produzido, são embarcadas pelo Aeroporto Internacional de Belo Horizonte e Porto do Rio de Janeiro. Em 2007, essas exportações geraram US$4 milhões para a empresa.
As exportações começaram a partir das necessidades de fornecimento de sua matriz italiana e da filial alemã. Além do Brasil, a ASK também possui fábricas na Itália, Polônia e China e escritórios nos Estados Unidos, França e Alemanha. Com presença global e excelente qualidade de seus produtos, a ASK do Brasil tem ótimas perspectivas de exportações de novos modelos de tweeters para a Mercedes-Benz e Porsche, na Itália.
A ATAN é uma empresa desenvolvedora e integradora de sistemas de automação e informação industrial. Desde 1987 fornece soluções tecnológicas para os mais diversos segmentos. Fez sua primeira exportação para a Polônia em 1997, uma versão de um sistema de controle de reduções de alumínio primário da ordem de US$ 1 milhão, após contato em uma feira nos Estados Unidos.
Seus dois principais produtos exportados são de classe mundial e atuam em nichos bastante específicos: o SCORE (Sistema de Controle de Reduções de Alumínio) e o TrainScout (controlador de bordo para locomotivas). Quando há hardware envolvido, a exportação é feita por qualquer modal. Quando há somente o software, a exportação é feita até mesmo por download.
A ATAN também exporta sistemas de gestão de produção (MES) e softwares para automação de força de vendas. Atualmente a ATAN tem produtos instalados em 18 países. Nos últimos anos, os principais destinos foram Argentina, Chile e México.
A receita com exportações em 2007 representou aproximadamente 3% do faturamento. A estratégia de expansão internacional da empresa prioriza países com destacada produção mineral, como Canadá, Austrália, África do Sul e Rússia.
Produzida em Nova União, a cachaça Germana é reconhecida por sua alta qualidade. Desde 2000 o mundo aprecia este sabor.
"Germana Tradicional" é uma cachaça suave, armazenada por dois anos em tonéis de bálsamo e carvalho. Já "Germana Heritage" é armazenada por dez anos.
A Germana já é exportada para o Reino Unido, África do Sul, México, Estados Unidos e Portugal. A partir do Reino Unido, é re-exportada para toda a Escandinávia, chegando a Dubai. A previsão é de um aumento de 50% no total exportado até 2009.
Um dos diferenciais da Germana é sua embalagem artesanal. O valor agregado da embalagem, ecologicamente correta, aproveita o caule da bananeira para utilização da palha, que é laminada e desidratada, o que desenvolve nos trabalhadores as qualidades de um verdadeiro artesão. Em 2007 foram exportados 30 mil litros da Germana gerando cerca de U$ 200 mil em volume exportado.
A Mabel Magalhães - com 25 anos de mercado, duas lojas próprias e mais de 100 clientes corporativos no mercado nacional - confecciona roupas femininas de alto valor agregado, desde a matéria-prima diferenciada até o estilo e design aprimorados. Há cinco anos, com a participação em feiras e visitas técnicas, surgiram oportunidades de levar seus produtos a países como França, Espanha, Rússia e todo o Oriente Médio.
Através da estruturação de parcerias com distribuidores locais, a Mabel Magalhães pretende consolidar seus processos de exportação nos mercados já atingidos.
Seus produtos são embarcados para o mundo pelo Aeroporto Internacional de Belo Horizonte.
Com 23 anos de mercado, dos quais os últimos quatro com grandes investimentos em exportação, a premiada Móveis Lopas é uma das marcas mais lembradas no mercado nacional. É este diferencial que a empresa vem levando para o exterior, principalmente Angola, Namíbia, Moçambique, Uruguai, Estados Unidos e Holanda, países que já compram suas camas, criados, cômodas, guarda-roupas, mesas, cadeiras, aparadores, quadros com espelhos e uma variada linha de produtos.
Para 2008, as perspectivas são grandes. A Móveis Lopas tem negociações já encaminhadas com importadores com forte potencial de distribuição. Em 2007 foram exportadas quase 397 mil toneladas, gerando mais de US$ 424 mil. Um crescimento de 21,67% em relação ao ano anterior. Em 2008, apenas nos cinco primeiros meses, o crescimento foi maior que todo o ano passado (mais de 28%). Seus móveis são embarcados pelos portos do Rio de Janeiro, Sepetiba e Santos.
O Sr. Nelson Abuid Moreira produz colares feitos a partir de sementes e pedras (biojóias). Enquanto morou na Bahia, ele vendia seu artesanato na praia quando fez contatos com alguns estrangeiros italianos que passaram a comprar regularmente seus produtos.
Em 2007, com o apoio da Central Exportaminas, o Sr. Nelson passou a exportar para a Itália. Também passou a participar do projeto de apoio ao artesão Mãos de Minas, montou uma fábrica em Belo Horizonte, passou a exportar para o Canadá e, como decorrência, contratou mão de obra para atender à crescente demanda. Em pouco mais de seis meses os produtos do Sr. Nelson movimentaram cerca de U$ 30 mil.
Seus produtos, hoje entre 1500 e 1700 peças por mês, chegam às italianas e canadenses via transportadoras como FedEx e Alitalia.
A partir de 2008, com o aumento das vendas e o início das exportações para o Canadá, o Sr. Nelson pretende diversificar com produtos à base de couro de avestruz como calçados, sandálias, bolsas e demais acessórios femininos.
A Onduline Groupe, fabricante francesa de telhas fundada em 1944, chegou ao Brasil em 1996. Seu escritório no Rio de Janeiro importava produtos direto da França. Em 2006, inaugurou sua fábrica em Juiz de Fora. Um grande investimento que, apenas no primeiro ano de operação, produziu mais de quatro milhões de telhas. Seu principal produto de exportação é a telha de fibra vegetal.
Hoje, além de abastecer o mercado interno, a empresa exporta grande parte de sua produção para a Ucrânia, Rússia e Turquia, além de países da América do Sul como Venezuela, Argentina, Bolívia, Uruguai, Colômbia, Chile e Peru. O produto é embarcado através dos portos do Rio de Janeiro e Sepetiba, tendo garantidas exportações mensais para o mercado europeu até o final do ano. Em 2007 foram exportadas 4.251.000 telhas (87% da produção), o que gerou US$ 20.870.000 em divisas.
A PharmaNectar, fundada no início dos anos 80, exporta seus produtos há quase 10 anos. Com um showroom em Belo Horizonte e laboratório próximo ao trevo de Caeté, a empresa exporta principalmente o Cytopropolis: cápsulas padronizadas de 700 mg da própolis que as abelhas coletam a partir de uma planta tipicamente mineira, o alecrim do campo.
O Cytopropolis é exportado para mais de dez países, onde é prescrito por médicos e nutricionistas para pessoas com necessidades de imuno-estimulação e com doenças degenerativas crônicas. O mercado está em franca expansão, já que cada vez mais médicos e profissionais da saúde aderem à propoterapia, área na qual o Brasil é uma grife de qualidade mundial.
Assim, todos os produtos são desenvolvidos para explorar diferenciais competitivos. A empresa é certificada por quatro instituições acreditadoras internacionais e está em regime de conversão para o Sistema Eco-social: Orgânica e Trade Fair. Os produtos, de elevado valor agregado e em pequenos volumes, são exportados por via aérea, através do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte. Com 80% da produção destinada ao mercado externo, as exportações renderam US$ 400 mil em 2007, o que representou um aumento de 150% em relação ao ano anterior.
O frango de Minas vem ganhando o mundo. Com mais de 20 anos de atuação no mercado interno e há cinco no mercado internacional, a Rivelli Alimentos - que começou como uma pequena granja em Barbacena - hoje exporta seus produtos para diversos países como Rússia, China, África, Emirados Árabes e, recentemente, conseguiu a habilitação necessária para exportar para a União Européia.
Contatos pessoais e participação em feiras do setor foram cruciais para a entrada da Rivelli no mercado internacional, contribuindo para levar o país a se firmar como o maior exportador de carne de aves no mundo. Em 2007 foram exportados mais de US$ 21 milhões e mais de 13 mil toneladas. Seus produtos são escoados por via marítima utilizando principalmente os portos do Rio de Janeiro e Itaguaí.
Atuando no mercado mineiro e nacional há 18 anos, a Tamy Calçados exportatênis vulcanizados para a Argentina e Espanha desde 2002. O início das exportações aconteceu a partir de um representante comercial, que prospectou novos mercados. Os modais utilizados são o terrestre, para Argentina, e o marítimo, no caso da Espanha.
A Tamy Calçados pretende agora expandir seus negócios para a Europa. Para isso, conta com a adequação da modelagem de seus calçados para cada tipo de mercado. Com uma linha de produção diferenciada para cada cliente e quase 180 mil pares exportados em 2007, a empresa conseguiu aumentar suas exportações em 58,4% em comparação com o ano anterior.
Com mais de 100 anos de existência, a Santanense exporta sarjas com lycra e diferenciadas há mais de 20 anos para países do Mercosul e, nos últimos dez anos, se expandiu para o restante das Américas, Europa e África. Dentre os principais destinos estão Argentina, México, Bolívia, Peru, Colômbia e Europa. Pelo porto do Rio de Janeiro e, eventualmente, de Santos, escoam 90% da produção destinada à exportação. Por via terrestre vão 8% e o restante, 2%, por via aérea.
Visitas comerciais, feiras e contatos pessoais são fundamentais para consolidar o negócio da Santanense no mercado externo. A empresa busca sempre estar em sintonia com as tendências mundiais, disponibilizando uma gama de produtos diferenciados, tanto para a área de sports wear quanto para a área de work wear. Há ótimas perspectivas de vendas para 2008, devido à solidez das estratégias e parcerias comerciais desenvolvidas com os países importadores.
A Vale D'Ouro, pioneira na produção industrial de biscoitos de polvilho, é marca tradicional de origem mineira e líder nacional do segmento. Com 21 anos de atividades, está prestes a inaugurar sua segunda unidade em Formiga, cidade-sede da empresa. A conquista do mercado externo começou há 10 anos, quando fez sua primeira exportação para os Estados Unidos. Desde 2003 vem exportando para Japão, Portugal e Inglaterra.
Com o passar dos anos, a mão de obra de seus colaboradores foi sendo aperfeiçoada e qualificada, assim como o estudo das novidades tecnológicas. Como próximas metas de exportação, estão os mercados da Europa e do Mercosul. Seus produtos ganham o mundo a partir dos portos de Santos e do Rio de Janeiro. Em 2007, foram exportados US$ 920 mil e cerca de 18 mil quilos de biscoitos por mês. São exportados 5% do total produzido.
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