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Aperam opera à plena carga mesmo com concorrência

Data 3/7/2012
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Apesar da competição com os importados, a Aperam South America (antiga Acesita), instalada em Timóteo, no Vale do Aço, está operando a todo vapor. A empresa, única fabricante de aço inox do país, informa que atualmente trabalha com mais de 90% da capacidade instalada. Para especialistas, o mercado interno e a diversificação do mix de produtos estão impulsionando as vendas.


No final do ano passado, o momento adverso, com retração nas demandas interna e externa, levou a companhia a anunciar redução de 15% na produção. Foram concedidas férias coletivas para dezenas de trabalhadores na região, o que gerou temor de demissões em massa em Timóteo.


Ao que tudo indica, houve mudança neste cenário. Em nota, a empresa explica que o volume de produção atual está dentro dos índices históricos da planta no Vale do Aço. A Aperam tem capacidade instalada de 630 mil toneladas de gusa por ano em dois altos-fornos.


Por outro lado, a companhia alerta para a entrada excessiva de aços importados, mesmo com a redução das compras externas de alguns produtos. Conforme a fabricante de aço inox, os desembarques diretos e indiretos estão pressionando o mercado e afetando a rentabilidade da empresa.


Porém, o aumento da oferta interna não deverá resultar na redução das atividades da Aperam. A empresa informa que não há previsão para corte na produção. "Sempre temos alternativas, que são a exportação e a flexibilidade de produção interna com outros aços do portfólio da Aperam", afirma a nota.


A produção próxima da capacidade instalada, na análise de especialistas, pode ter sido impulsionada pela diversificação no uso do aço inox. Um exemplo, conforme o analista-chefe da SLW Corretora, Pedro Galdi, é a utilização do material na construção civil. "A aplicação do inox neste setor vem aumentando", diz.


Apesar disso, conforme ele, desde a aquisição da Acesita pela ArcelorMittal as informações sobre este mercado no país estão escassas, uma vez que a fabricante de aço inox deixou de ser uma companhia aberta, com papéis negociados na bolsa de valores.


O analista do Banco Geração Futuro, Rafael Weber, destaca a utilização dos produtos fabricados pela Aperam no segmento de óleo e gás. Além disso, ele lembra que parte da produção pode ser exportada, o que explicaria o elevado uso da capacidade.


Apesar disso, o especialista aponta um desafio para o setor. "Há dificuldade de aumentar o consumo interno de aço inox", afirma. Segundo ele, mesmo com a melhora na renda média da população, os preços de produtos que utilizam o material ainda são relativamente elevados.


Para ampliar o mercado, a Aperam vem investindo em pesquisa, desenvolvimento e inovação. No setor de óleo e gás, por exemplo, para atendimento da demanda do pré-sal, a siderúrgica desenvolveu os aços duplex, voltados para aplicação em explorações de petróleo cada vez mais profundas.


No ano passado, a empresa anunciou também que está fornecendo aço inox para a produção de vagões. Entre os clientes está a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CTPM).


A Aperam emprega cerca de 2 mil trabalhadores no Vale do Aço. A companhia, criada após a separação das operações de inox da ArcelorMittal, é responsável por 74% do aço inox comercializado no Brasil. Em 2011, a empresa concluiu investimentos da ordem de US$ 169 milhões na usina de Timóteo.

 

Fonte: Diário do Comércio

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